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Tribunal começa a julgar homem de Pias que disparou sobre cunhado e vizinho

Tribunal começa a julgar homem de Pias que disparou sobre cunhado e vizinho

por Ferreira do Zêzere
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O Tribunal de Santarém vai começar a julgar um homem de 68 anos, residente em Pias, que disparou dois tiros de caçadeira sobre o próprio cunhado e vizinho, com a intenção clara de o matar.

O crime ocorreu nos quintais das casas dos envolvidos, que são contíguos, na aldeia de Pias, na União de Freguesias de Areias e Pias, a 23 de outubro de 2020.

Nesse dia, o arguido municiou a arma de fogo e escondeu-se num alpendre na sua propriedade, esperando que o cunhado chegasse a casa para almoçar, como era habitual.

Pelas 12h10, quando a vítima tentava abrir a porta de casa, o arguido disparou um primeiro tiro, que acertou na parede e numa zona de escada.

Ao ver o cunhado a cerca de 20 metros com a arma na mão e ao perceber que o disparo foi feito de propósito na sua direção, a vítima, de 58 anos, começou a fugir pelo logradouro e conseguiu desviar-se do segundo tiro efetuado pelo arguido.

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Assustado, o homem correu até à casa de um outro cunhado, que deu o alerta para a GNR de Ferreira do Zêzere.

No local, a patrulha da GNR deteve o autor dos disparos, que se entregou desarmado e sem oferecer qualquer resistência, tendo ainda explicado onde estava a caçadeira e autorizado uma busca domiciliária à sua residência.

Os motivos do crime estão por apurar durante o julgamento.

Segundo o processo, os cunhados mantiveram uma relação de amizade ao longo de 30 anos, até à morte do pai do arguido, em maio do ano passado.

A partir dessa altura, o autor dos disparos começou a acusar a vítima de o tentar matar deitando veneno na sua chaminé, o que os fez cortar relações.

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Mesmo assim, pensou sempre que os comportamentos estranhos do cunhado eram disparates e nunca esperou que o tentasse assassinar.

O Ministério Público, no Despacho de Acusação, não tem dúvidas que o arguido agiu com intenção de matar, ao apontar a arma às zonas do tronco e da cabeça do cunhado, o que só não conseguiu por falta de pontaria.

O homem, que foi colocado em prisão preventiva, vai responder por um crime de homicídio agravado na forma tentada, e outro de detenção de arma proibida.

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