19 Maio 2024

Invasão de Campistas na Algarve: Residentes Descontentes com o Comportamento dos Turistas

A Algarve, destino de sonho para muitos turistas alemães, enfrenta agora críticas de uma residente local que lamenta a “invasão” de campistas, acusando-os de deixar um rastro de destruição pelas suas praias e costas.

Em Sagres, a popularidade do “Van Life” – converter uma carrinha VW em uma casa móvel para aventuras – tem sido amplamente promovida através de milhares de tutoriais no Instagram e YouTube. Essa tendência permite a muitos explorar países europeus como Portugal e Espanha sem o custo de hotéis. No entanto, para os residentes, essa moda pode rapidamente tornar-se um incômodo. Uma utilizadora do Facebook expressou sua frustração com a “invasão” nas costas idílicas da Algarve, uma região no sul de Portugal conhecida pelas suas praias de areia fina, altas formações rochosas e pontos populares de surf, além das charmosas vilas locais.

O turismo é vital para a economia da região, mas uma forma particular de turismo tem causado descontentamento: o camping selvagem. Isto envolve pessoas que passam as férias em veículos recreativos ou carrinhas convertidas, escolhendo não ficar em parques de campismo regulamentados, mas sim pernoitar “selvagemente” ao longo da costa.

Uma alemã, residente atual de Portugal, expressou sua indignação num post no Facebook, observando que são principalmente alemães que “desempenham o Van Life no extremo sudoeste da Algarve a partir de fevereiro/março, permanecendo por meses”. Ela adicionou duas fotos ao seu post, destacando que, já em abril, há centenas, e no verão, milhares de campistas ocupam a área.

Os residentes estão incomodados com as consequências do camping selvagem. Papel higiênico usado, lixo e locais de fogueira são apenas alguns dos vestígios deixados, o que contradiz a ideia de uma vida idílica e “selvagem” no Van. A moradora ressalta que muitos não obedecem às placas de proibição, dirigindo brutalmente fora das estradas, atravessando arbustos e áreas sensíveis, como habitats de aves, regiões de felinos selvagens, vegetação em floração e biótopos de abelhas selvagens no solo. A crítica vai além, apontando que os visitantes frequentemente deixam resíduos como tampões usados e papel higiênico na natureza.

Este relato destaca uma tensão crescente entre o desejo de liberdade na exploração e o respeito necessário pelo ambiente natural e pelas comunidades locais. A região da Algarve, embora dependente do turismo, enfrenta desafios significativos para equilibrar a hospitalidade com a preservação da sua paisagem e qualidade de vida para os residentes.